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Quarta-feira, 23 de março de 2011

A dificuldade de descartar o lixo

Em tempos de reciclagem em alta e de valorização do lixo como matéria-prima, um distúrbio faz com que algumas pessoas acumulem materiais desnecessários e transformem a casa em um labirinto de resíduos

Jogar o lixo no lixo. Um ato que pode parecer simples para você, mas que representa um sacrifício gigantesco para algumas pessoas. Quando se desfazer de um papel ou de um objeto torna-se uma decisão tão difícil a ponto de fazer com que a pessoa acumule tudo é sinal de que o hábito virou doença.

Nos Estados Unidos, o nome dela é hoarding, que pode ser traduzida como "acúmulo agudo". O distúrbio será o tema da série Acumuladores, que o canal Discovery Home & Health apresenta a partir desta quinta-feira, dia 24.

Num momento em que as mensagens em favor da reciclagem pipocam em tudo o que é lugar, casas abarrotadas de objetos que poderiam se transformar em renda na mão de catadores ou em uma casa nova para famílias pobres mostra que o problema é realmente de saúde. Percepção reforçada por histórias como a de um cadáver encontrado em um prédio de Nova York em 1947.

À época, a polícia entrou no imóvel pertencente a dois irmãos já idosos, Langley e Homer Collyer, e deparou com uma quantidade absurda de lixo, que incluía até mesmo 14 pianos, um automóvel e restos de um feto com duas cabeças. Os resíduos formavam túneis, onde foram encontrados os corpos dos dois irmãos - um esmagado pelo lixo e outro morto por inanição.

Casos de óbito em meio ao acúmulo de lixo não são raros entre as pessoas que sofrem do distúrbio. Inclusive é por esse aspecto - da saúde e da segurança - que os familiares e amigos devem tentar ajudar alguém próximo. O conselho é da médica Gail Seketee, professora da Universidade de Boston (EUA) e uma das maiores especialistas sobre o tema nos Estados Unidos.

- Jogar fora a bagunça dos outros é muito complicado, até para quem não tem a doença. Isso só vai colaborar para um conflito familiar. O problema é que, muitas vezes, o lixo é acumulado em pilhas altas, que podem acabar desabando e machucando, especialmente os idosos.


"Vai que um dia eu precise"

Além de afetar o dia a dia de quem sofre do mal, o acúmulo descontrolado de papéis e objetos normalmente vem acompanhado de isolamento social e, mais tarde, pode colaborar para incapacidade mental. A médica Gail Seketee destaca, porém, que não dá para confundir um bagunceiro "normal" com um "acumulador". Segundo ela, o bagunceiro consegue colocar as coisas fora se solicitado:

- A doença vem com a quantidade de coisas acumuladas e o apego a objetos ou papéis que não são valiosos. Pessoas com a patologia dão um valor exagerado a itens que o resto de nós considera lixo.

Uma característica do acumulador é a dificuldade em tomar decisões em diversos aspectos da vida. É normal que ele pegue uma revista com indicações turísticas do Rio de Janeiro, por exemplo, e decida guardá-la para quando, quem sabe talvez um dia, resolva viajar para lá. Ou então acabe guardando de forma exagerada brinquedos da sua infância por atribuir a eles um valor sentimental além do real.

Perde o acumulador, que acaba vivendo em um lar caótico, desorganizado e insalubre, a reciclagem, que deixa de contar com uma boa fonte de "matéria-prima", e famílias pobres, que poderiam receber o que não é lixo, mas que também não é útil na casa do doente.

Os sintomas

- Dificuldade em se livrar das coisas

- Aquisição excessiva de objetos, comprados ou de graça


Na era digital

- Já existem os "acumuladores digitais". São pessoas que guardam enormes quantidades de informação em seus computadores e gastam horas e horas fazendo downloads.

- A maior parte dos acumuladores, porém, segue guardando quantidades imensas de papel. Qualquer coisa que eles possam guardar, guardam. Jornal, revista, correspondência de propaganda.

Anna Martha Silveira - Zero Hora
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